PUC-Rio tem mais de 370 universidades conveniadas para intercâmbio em 2027
Por: Por Sofia Lopes*
27 de abril de 2026 as 06:30
Alencar (à esquerda) e Castro: intercâmbio permite maior integração dos estudantes no exterior e no campus da PUC (Foto: Pablo Campos / Comunicar)
Inscrições vão até o dia 20 de maio, e há possibilidade de bolsa
O intercâmbio acadêmico é uma experiência que unifica o ambiente universitário e o contato com novas culturas, línguas e países. Todo semestre, a PUC-Rio embarca cerca de 200 alunos para esta jornada. Por outro lado, neste semestre, já recebeu 420 estudantes de fora. Os universitários que vão para o exterior têm a oportunidade de internacionalizar os estudos e conhecimentos ao ampliar as metodologias de aprendizado e ensino em mais de 370 universidades ao redor do mundo, que têm convênios ativos com a PUC. Em entrevista para o PUC Urgente, o vice-presidente associado para assuntos acadêmicos da Coordenação Central de Cooperação Internacional (CCCI), Ricardo Alencar, e o consultor sênior para estudantes da PUC-Rio, Daniel Castro, falaram sobre o processo de inscrição, bolsas oferecidas e as vantagens de realizar o intercâmbio.
O que é o intercâmbio acadêmico?
Daniel Castro: O intercâmbio acadêmico é uma oportunidade que os alunos têm de enriquecer seus estudos lá fora e cursar novas disciplinas complementares para se aprofundar em algum tema e trazer isso para a formação pessoal e profissional. Tem como objetivo o aproveitamento de créditos, mas vale ressaltar que não é necessário que as matérias escolhidas na universidade sejam espelhadas com as da PUC. O aluno pode se inscrever no programa de um ou dois semestres.
Como funciona o processo de inscrição?
Daniel Castro: As vagas deste semestre já estão disponíveis no site da CCCI. As inscrições vão até 20 de maio. O procedimento para se inscrever no intercâmbio é relativamente simples, feito on-line. É preciso apresentar os documentos adequados, entre eles, um certificado de proficiência no idioma, caso necessário, carta de apresentação e recomendação. O intercâmbio funciona em um sistema de reciprocidade com as universidades parceiras, então o aluno continua pagando em reais o equivalente a 16 créditos, mas arca com os outros custos da viagem. Por causa dessa reciprocidade, o que define a quantidade de vagas para cada universidade de fora é o fluxo de alunos nos semestres anteriores.
E a oferta de bolsas?
Ricardo Alencar: As bolsas podem surgir através de vários caminhos, não vai sempre acontecer da mesma forma. Podem ser parcerias de outras universidades com a PUC, iniciativas dos departamentos ou até mesmo do próprio CCCI. Por exemplo, com o valor das inscrições, conseguimos separar uma parte para oferecer duas bolsas, cada uma de 1.000 euros, para que o aluno da PUC possa fazer uma complementação ao realizar o intercâmbio. Estamos com algumas ofertas de bolsa neste semestre, disponíveis no site da CCCI. Em geral, damos prioridade para quem é bolsista Prouni ou quem tem alguma outra bolsa filantrópica da PUC. A gente está sempre pensando nos estudantes que precisam de um suporte maior, mas, infelizmente, não temos como custear o intercâmbio inteiro. Dessa maneira, tentamos dar opções, para que cada um possa se ajustar, chegando a uma proposta factível aos estudantes.
Quais são os maiores benefícios que o intercâmbio proporciona?
Daniel Castro: Os alunos da PUC que vão para fora têm a oportunidade de experimentar uma diferente cultura, um diferente ambiente universitário, às vezes ter acesso a um professor com outro ponto de vista, outra abordagem. O estudante amplia seus horizontes e vê o mundo de outra forma, com novos tipos de avaliação, integração e colegas de turma. Tem universidades, por exemplo, que focam em diferentes dinâmicas de trabalho profissional, de desenvolver a capacidade de trabalhar em grupo, enfatizando o networking e a resolução de problemas. A cultura universitária se modifica dependendo do lugar. Da mesma forma, o estudante que vem para o Brasil também traz benefícios para o aluno PUC, na internacionalização do próprio campus. Nossos alunos têm a possibilidade de conviver com estudantes internacionais na sala de aula e em diferentes ambientes.
Qual é o melhor momento para fazer intercâmbio?
Ricardo Alencar: Temos que falar do momento protocolar, pois há uma questão de regulamento. Para fazer a inscrição no intercâmbio, o aluno precisa ter cumprido 40 créditos na PUC, que é, mais ou menos, o equivalente ao terceiro período. Esperar até esse período cria não só uma maturidade, mas também bagagem acadêmica para ter acesso a disciplinas um pouco mais avançadas lá fora. Após a inscrição, leva um ano até a viagem, e isso é importante na hora de se programar, pois se deixar muito para o fim do curso, o intercâmbio fica perto da formatura ou preparo de TCC e estágios, por exemplo.
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