Fé, ciência e educação unidas em torno do bem comum
23 de março de 2026 as 06:30
(Foto: Pedro Zezza / Comunicar)
Os entrelaces entre a razão científica, a educação integral e a fé cristã iluminam a construção de um mundo fraterno. Tal diretriz permeou a Aula Magna proferida pelo Padre Mário de França Miranda, S.J., na quinta-feira passada. Professor emérito de Teologia da PUC-Rio, ele ressaltou a importância do diálogo teológico com a pluralidade de saberes, para evitar “um confinamento ou uma distorção da realidade”. A teologia exercida na Universidade, assinalou Padre França, presta um serviço comunitário inestimável, ao refletir sobre questões da sociedade de modo crítico, aberto às diferentes racionalidades, à interdisciplinaridade e ao horizonte transcendente. “Alinhado à missão evangelizadora da Igreja, este trabalho teológico aprofunda a identidade e o compromisso educativo da PUC. Representa um antídoto contra qualquer modalidade de totalitarismo e uma contribuição valiosa à busca de justiça e de paz”, enfatizou. Aclamadas pelos sacerdotes, professores, estudantes e funcionários que lotavam o salão da Pastoral Universitária Anchieta, as ponderações do palestrante inspiram uma integração acadêmica em torno do bem comum. “As palavras sábias do Padre França estimulam a nos inquietarmos e a dialogarmos, com afeto e inteligência, em busca da justiça social, da solidariedade, do desarmamento”, apontou o novo Provincial da Companhia de Jesus no Brasil, Padre Francys Silvestrini Adão, S.J. O Reitor da PUC-Rio, Padre Anderson Antonio Pedroso, S.J., acrescentou: “Esta Aula Magna não é só uma solenidade de abertura do ano letivo. Ela marca um caminho para avançarmos juntos, como comunidade universitária”. O espírito integrador estendeu-se à solenidade de São José, na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em missa presidida pelo Padre Francys Adão, ex-aluno da PUC-Rio, e concelebrada por Padre Anderson Pedroso e pelo Vice-Reitor, Padre Miguel Martins, S.J. Alegre por estar “em casa”, Padre Francys assinalou: “São José é um modelo de fé, amor e fidelidade. Ele inspira nossos esforços coordenados pela paz. Nascemos para a comunhão, não para a guerra”. Assim seja.




