Três Perguntas

Tecnologia Assistiva

Por: Pedro Zezza*

Willian Barbosa

  1. De que forma a tecnologia assistiva pode contribuir para a autonomia de pessoas idosas no cotidiano, sem substituir o cuidado humano?
    A tecnologia assistiva visa integrar pessoas. Quando pensamos em tecnologia assistiva, pensamos em algo que auxilia a pessoa no dia a dia – ela apoia os cuidadores no cuidado com o idoso e integra o idoso com os familiares, o que é muito importante.

  2. Quais são os principais desafios para que soluções de acessibilidade desenvolvidas em ambiente acadêmico cheguem efetivamente às pessoas com deficiência?
    Primeiro de tudo, para toda tecnologia, o principal problema é financeiro. Existe também a questão da adesão dessa tecnologia pelas pessoas, que é igualmente importante. Às vezes, a gente pensa em criar uma tecnologia, mas, como não temos contato direto com aquela deficiência específica, criamos novos problemas, em vez de resolver. Por causa disso, a adesão à tecnologia acaba sendo pequena.

  3. Como o design inclusivo se diferencia da tecnologia assistiva tradicional e por que essa distinção importa para políticas públicas de inclusão?
    O design inclusivo tem a função de integrar. A grande questão, quando trabalhamos com tecnologias assistivas, é diferenciar acessibilidade de integração. A acessibilidade é dispor e dar opções para que pessoas com deficiência estejam no ambiente ou acessem determinado local. Já a integração tem a ver com a interação com as outras pessoas – não só estar no local, mas participar efetivamente. Essa é a grande diferença entre essas duas abordagens.

Willian Barbosa, docente da área de Robótica, participou na última sexta-feira, dia 22, do seminário na Casa de Inovação sobre Tecnologia Assistiva, que abordou acessibilidade, inclusão e os desafios de transformar pesquisa em solução real.